{"id":8703,"date":"2019-03-27T12:12:07","date_gmt":"2019-03-27T15:12:07","guid":{"rendered":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/?p=8703"},"modified":"2019-07-03T12:12:46","modified_gmt":"2019-07-03T15:12:46","slug":"conheca-a-historia-do-podcast-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/conheca-a-historia-do-podcast-no-mundo\/","title":{"rendered":"CONHE\u00c7A A HIST\u00d3RIA DO PODCAST NO MUNDO"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><em>Por Cassio Politi e Andr\u00e9 Rosa<\/em><\/h5>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/podcast\/\">Podcast-se<\/a>, o podcast do Comunique-se, chega \u00e0 sua edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 100. A primeira edi\u00e7\u00e3o foi ao ar no dia 26 de julho de 2017, uma quarta-feira. Permaneceu com edi\u00e7\u00f5es semanais at\u00e9 dezembro de 2018. Porque deu certo, na virada do ano, tornou-se bissemanal. E tem sido um daqueles conte\u00fados que produzimos com grau m\u00e1ximo de prazer. Porque podcast \u00e9 prazeroso para quem ouve e para quem faz.<\/p>\n\n\n\n<p>Decidimos fazer uma edi\u00e7\u00e3o especial no 100\u00ba epis\u00f3dio. Contamos a hist\u00f3ria do podcasting, que oficialmente nasceu em meados dos anos 2000. Olhando mais de perto, \u00e9 poss\u00edvel enxergar que a hist\u00f3ria come\u00e7a mais atr\u00e1s, nos anos 1980. \u00c9 disso que trata este post. Usamos uma s\u00e9rie de fontes na web, devidamente listadas no final.<\/p>\n\n\n\n<p>Deixamos, ainda, o epis\u00f3dio #100 do Podcast-se dispon\u00edvel abaixo. Vale a pena ouvir.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/widget.spreaker.com\/player?episode_id=17444595&amp;theme=light&amp;playlist=false&amp;playlist-continuous=false&amp;autoplay=false&amp;live-autoplay=false&amp;chapters-image=false&amp;episode_image_position=right&amp;hide-logo=true&amp;hide-likes=true&amp;hide-comments=true&amp;hide-sharing=false&amp;hide-download=true\" width=\"100%\" height=\"130px\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Precursores<\/h2>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, muito antes de a internet invadir a vida das pessoas, j\u00e1 existia nos Estados Unidos o servi\u00e7o chamado RCS (Radio Computing Services). Basicamente, ele fornecia software de m\u00fasica e conversa\u00e7\u00e3o para emissoras de r\u00e1dio, no formato MIDI. Era um servi\u00e7o restrito, que, se n\u00e3o permitia que qualquer pessoa criasse e distribu\u00edsse seu conte\u00fado em \u00e1udio, inovava por colocar a m\u00eddia auditiva no formato digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi usando o mesmo princ\u00edpio de \u00e1udio em arquivos digitais que, em 1993, o profissional de tecnologia americano&nbsp;<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Carl_Malamud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Carl Malamud<\/a>&nbsp;criou um talk show inovador. Batizado de \u201d, o programa de entrevistas n\u00e3o era distribu\u00eddo por r\u00e1dio, mas em arquivos de computador. Era preciso instalar o arquivo num PC e arrumar um jeito de ouvi-lo apesar da pouca tecnologia dispon\u00edvel na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Naqueles tempos, a maioria de n\u00f3s usava computadores de tela preta com letras verdes desprovidos de um tocador de m\u00fasica. Os mais afortunados tinham monitor colorido e os supertecnol\u00f3gicos usavam um tal de Windows. Rodar um \u00e1udio n\u00e3o era para qualquer um, at\u00e9 porque o \u201ckit multim\u00eddia\u201d viria a se popularizar muito tempo depois. Ao menos no Brasil, isso aconteceu na segunda metade dos anos 1990, \u00e9poca em que nos atualiz\u00e1vamos com as novidades em feiras como a Fenasoft, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer forma, Malamud j\u00e1 explicava aos usu\u00e1rios que conseguissem ouvi-lo que a grande vantagem daquele formato era o fato de o usu\u00e1rio poder pausar o \u00e1udio quando bem entendesse.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta foi a experi\u00eancia offline mais pr\u00f3xima do que hoje conhecemos como podcast. Quem usava um PC 386 ou um 486, com Windows 3.1 e monitor VGA de 256 cores, certamente vai entender como era desafiador fazer algo parecido.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blog.comunique-se.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/100_player.png\" alt=\"A hist\u00f3ria do podcast\" class=\"wp-image-3175\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Na primeira metade dos anos 1990, o gravador digital nativo do Windows capturava e reproduzia arquivos brutos, no formato waveform \u2014 o popular wav. Sem compress\u00e3o, alguns segundos de \u00e1udio oupavam muitos megabytes. N\u00e3o cabiam em um disquete, cuja capacidade de armazenamento era de 1,44 MB. Para sair dos discos r\u00edgidos e circular pela rec\u00e9m-chegada World Wide Web, era preciso codificar o som por meio de algum compactador, sem perder muito a qualidade. Alguns formatos ficaram muito populares nesse per\u00edodo, como os arquivos do Windows Media Player, em formato WMA, e o Real Audio, respons\u00e1vel pela estreia de algumas emissoras de r\u00e1dio na internet.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas nenhuma tecnologia de codifica\u00e7\u00e3o de \u00e1udio teve tanto impacto quanto o MP3.<\/p>\n\n\n\n<p>Para resumir o tecniqu\u00eas: \u00e9 um codec de \u00e1udio com a primeira vers\u00e3o de seus padr\u00f5es lan\u00e7ados oficialmente em 1993. Foi um sucesso, que coincidiu com uma combina\u00e7\u00e3o explosiva de softwares: o Winamp, um dos mais populares players e organizadores de m\u00fasicas, lan\u00e7ado em 1997, e o Napster, de 1999, que permitia a troca de arquivos entre computadores, al\u00e9m de protagonizar o primeiro grande epis\u00f3dio jur\u00eddico entre a internet e a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso considerar que, desde o nascimento da web at\u00e9 a virada do s\u00e9culo, a internet j\u00e1 estava presente na vida das pessoas. O n\u00famero de pessoas com acesso \u00e0 rede j\u00e1 alcan\u00e7ava a casa dos 500 milh\u00f5es em \u00e2mbito mundial (hoje s\u00e3o 4,3 bi). Embora o streaming ainda ficasse restrito a algumas iniciativas, computadores com Winamp e Napster j\u00e1 decretavam: dificilmente ouvir\u00edamos m\u00fasica e informa\u00e7\u00e3o do mesmo jeito que fora at\u00e9 ali.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blog.comunique-se.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/100_replay_radio.jpg\" alt=\"A hist\u00f3ria do podcast\" class=\"wp-image-3177\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Enquanto o MP3 se espalhava, outras iniciativas incorporavam funcionalidades que remetem ao que os podcasts usam atualmente. Em 2001, mesmo ano do lan\u00e7amento do iPod pela Apple, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/applian.com\/mac\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Applian Technologies<\/a>, de San Francisco, lan\u00e7ou um gravador de \u00e1udio para PCs. O gravador se chamava Replay Radio. Inspirado por funcionalidades do TiVo (de m\u00fasica), o Replay Radio n\u00e3o apenas permitia gravar \u00e1udio como tamb\u00e9m acessava outros servidores, de onde se baixavam arquivos de \u00e1udio. Uma ideia similar ao peer-to-peer, muito popular no in\u00edcio do mil\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos programas que faziam sucesso naquela \u00e9poca era o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.webtalkguys.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Web Talk Guys<\/a>, de autoria de Rob e Dana Greenlee. No Podcast-se #100, voc\u00ea ouve um trechinho desse programa, que ficou no ar at\u00e9 2006. \u00c9 uma pena que n\u00e3o tenha continuado a existir at\u00e9 hoje. Seria um caso de programa que fez sucesso numa m\u00eddia antes mesmo de ela existir.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nasce o conceito<\/h2>\n\n\n\n<p>Hoje os agregadores facilitam a vida dos ouvintes. Os smartphones da Apple j\u00e1 v\u00eam com programas nativos. Muitos apps oferecem o mesmo servi\u00e7o e, em 2018, o Google e o Spotify entraram com for\u00e7a nesse segmento. Essencialmente, o agregador permite que o usu\u00e1rio escolha os programas que quer acompanhar e baixe automaticamente os novos epis\u00f3dios, especialmente em celulares.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse conceito pode parecer supermoderno, mas o fato \u00e9 que ele surgiu em setembro de 2000, quando a iGo lan\u00e7ou o programa MyAudio2Go. Ele era basicamente um agregador com as funcionalidades que conhecemos hoje, mas feito para PCs com conex\u00f5es \u00e0 internet lentas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem um dia usou Napster se lembra de deixar o computador virando a noite para baixar m\u00fasicas de modestos 4 MB. O MyAudio2Go fazia a mesma coisa, com a mesma lentid\u00e3o, mas os arquivos de MP3 n\u00e3o eram de m\u00fasica, e sim not\u00edcias de esportes, entretenimento, clima e cultura. A ideia era vision\u00e1ria, mas n\u00e3o era sustent\u00e1vel. Pouco mais de um ano ap\u00f3s o lan\u00e7amento, a i2Go, criadora do programa, quebrou junto com muitas outras empresas pontocom quando a bolha da internet estourou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Surge o RSS<\/h2>\n\n\n\n<p>Por sorte, naquela mesma \u00e9poca, outras iniciativas estavam paralelamente em andamento. Em outubro de 2000, uma ideia do empreendedor franco-americano Tristan Louis acabou sendo desenvolvida pelo programador e empres\u00e1rio americano&nbsp;<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dave_Winer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dave Winer<\/a>&nbsp;\u2014 e pouco depois por seu colega e conterr\u00e2neo&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Adam_Curry\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Adam Curry<\/a>. Os blogs estavam come\u00e7ando a estourar e, ouvindo a demanda de clientes e usu\u00e1rios, eles decidiram criar um recurso inicialmente pensado para blogs em \u00e1udio. Assim, surgiu o RSS, que acabou sendo usado muito al\u00e9m da proposta original.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia seria concretizada em junho de 2003, quando a aplica\u00e7\u00e3o Ed Radio foi lan\u00e7ada com a funcionalidade de RSS muito pr\u00f3xima de como a conhecemos hoje. A Ed Radio rastreava continuamente os feeds RSS relacionados a arquivos MP3 e os armazenava num \u00fanico registro. Dessa forma, o usu\u00e1rio&nbsp;<em>agregava<\/em>&nbsp;as atualiza\u00e7\u00f5es de diferentes programas de MP3 num s\u00f3 lugar. \u00c9 da\u00ed que vem o conceito de&nbsp;<em>agregador<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed, muitas iniciativas envolvendo RSS foram levadas adiante, todas seguindo o conceito da distribui\u00e7\u00e3o que parte de feeds e vai para agregadores. Inevitavelmente, houve uma evolu\u00e7\u00e3o na tecnologia empregada e nas funcionalidades oferecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outubro de 2003, Winer organizou um evento sobre blog na Universidade de Harvard e distribuiu CDs entre os participantes contendo arquivos de \u00e1udio. Seu objetivo era mostrar a qualidade e a capacidade de crescimento que aquele formato, ent\u00e3o chamado de \u201caudioblogging\u201d poderia ganhar.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo evento, Curry publicou em seu blog um tutorial sobre como fazer com que um arquivo de MP3 fosse gravado via RSS em um iPod, o dispositivo que a Apple havia lan\u00e7ado dois anos antes e que ganhava cada vez mais usu\u00e1rios, especialmente nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma tend\u00eancia estava lan\u00e7ada. A ideia de publicar um arquivo de MP3 e lan\u00e7\u00e1-lo via RSS para dentro de players de \u00e1udio \u2014 entre os quais, o badalado iPod \u2014 gerava uma oportunidade de mercado. Assim, surgiram servi\u00e7os promissores a partir de 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro a fazer sucesso foi o iPodderX, que precisou mudar de nome para Transistr porque a patente da marca iPod j\u00e1 pertencia \u00e0 Apple. Em seguida, vieram o iPodder (que virou Juice) e CastPodder. Outro que fez sucesso foi o Liberated Syndication (Libsyn), lan\u00e7ado em outubro de 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>Perceba que, at\u00e9 ali, ningu\u00e9m ainda fazia men\u00e7\u00e3o ao nome \u201cpodcast\u201d. A cria\u00e7\u00e3o desse termo \u00e9 ainda hoje atribu\u00edda ao jornalista ingl\u00eas Ben Hammersley, que, em fevereiro de 2004, sugeriu a nomenclatura num artigo para o jornal brit\u00e2nico&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/media\/2004\/feb\/12\/broadcasting.digitalmedia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Guardian<\/a>. O pr\u00f3prio Hammersley n\u00e3o perdeu tempo e registrou para si o dom\u00ednio podcast.net. A sugest\u00e3o agradou a Winer, Curry e outras lideran\u00e7as da \u00e9poca nessa seara.<\/p>\n\n\n\n<p>Consultando o Google Trends, \u00e9 poss\u00edvel verificar que o termo \u201cpodcast\u201d come\u00e7ou a ser pesquisado em meados de 2004, crescendo vertiginosamente por pouco mais de um ano e atingindo o primeiro grande pico em janeiro de 2006.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe src=\"https:\/\/trends.google.com.br\/trends\/embed\/explore\/TIMESERIES?req=%7B%22comparisonItem%22%3A%5B%7B%22keyword%22%3A%22podcast%22%2C%22geo%22%3A%22%22%2C%22time%22%3A%222004-01-01%202019-03-22%22%7D%5D%2C%22category%22%3A0%2C%22property%22%3A%22%22%7D&amp;tz=180&amp;eq=date%3Dall%26q%3Dpodcast\" width=\"100%\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>A curva de crescimento em 2005 tem explica\u00e7\u00e3o. Ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.macworld.com\/article\/1045522\/podcastingfirstlook.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">lan\u00e7ar a vers\u00e3o 4.9 do iTunes<\/a>, em junho daquele ano, a Apple anunciou que, al\u00e9m de m\u00fasicas, os usu\u00e1rios poderiam organizar tamb\u00e9m seus podcasts no pr\u00f3prio software.<\/p>\n\n\n\n<p>De quebra, adicionou funcionalidades ligadas ao podcast ao GarageBand e ao QuickTime Pro. Como parte de sua cultura, lan\u00e7ou tamb\u00e9m um formato pr\u00f3prio de arquivo de \u00e1udio, o MPEG 4 Audio (m4a) como um substituto do mp3 para ser usado exclusivamente em suas plataformas.<\/p>\n\n\n\n<p>Soma-se a isso o fato de que, naquele mesmo ano, o Yahoo! lan\u00e7ou um diret\u00f3rio de podcast que permitia que usu\u00e1rios se inscrevessem em programas e baixassem epis\u00f3dios. O servi\u00e7o ficou no ar por dois anos, at\u00e9 outubro de 2007. Mas, enquanto esteve vivo, contribuiu para que mais pessoas descobrissem a onda que se formava em torno do podcast.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, no Brasil, a not\u00edcia dos podcasts acompanhou a onda dos Estados Unidos. O primeiro pico de buscas no Google tamb\u00e9m se deu em 2006, o que n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender. Quando a Apple anunciou o podcast no iTunes, ela o fez em \u00e2mbito mundial.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe src=\"https:\/\/trends.google.com.br\/trends\/embed\/explore\/TIMESERIES?req=%7B%22comparisonItem%22%3A%5B%7B%22keyword%22%3A%22podcast%22%2C%22geo%22%3A%22BR%22%2C%22time%22%3A%222004-01-01%202019-03-22%22%7D%5D%2C%22category%22%3A0%2C%22property%22%3A%22%22%7D&amp;tz=180&amp;eq=date%3Dall%26geo%3DBR%26q%3Dpodcast\" width=\"100%\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>Mais avan\u00e7ados tecnicamente que o Brasil, os Estados Unidos tiveram um desenvolvimento mais r\u00e1pido em rela\u00e7\u00e3o aos podcasts. Logo surgiram programas ainda hoje populares. Curry j\u00e1 tinha um podcast famoso na \u00e9poca, o Quit Your Day Job. Outro badalado expert em tecnologia, Leo Laporte, seguiu o mesmo caminho e lan\u00e7ou seu podcast em abril de 2005, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/twit.tv\/shows\/this-week-in-tech\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Later This Week<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, come\u00e7aram a surgir os primeiros projetos tamb\u00e9m. O&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.portalcafebrasil.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caf\u00e9 Brasil<\/a>, lan\u00e7ado em 2005 como programa de r\u00e1dio, se tornou podcast em 2006 e hoje figura entre os mais ouvidos do Pa\u00eds. Mas eram projetos isolados, que s\u00f3 conseguiram se fortalecer muitos anos depois, quando o p\u00fablico brasileiro entendeu melhor o que eram podcasts.<\/p>\n\n\n\n<p>A nossa realidade era diferente da americana em meados da d\u00e9cada de 2000. Basta observar que, em maio de 2005, antes mesmo de o iTunes 4.9 ser lan\u00e7ado, o livro&nbsp;<em>Podcasting: Do-it-yourself Guide by Todd Cochrane<\/em>&nbsp;j\u00e1 era vendido por l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blog.comunique-se.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/100_primeiro-livro-podcast.jpg\" alt=\"A hist\u00f3ria do podcast\" class=\"wp-image-3176\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Uma linha do tempo ajuda a contar a hist\u00f3ria dos podcasts nos \u00faltimos 14 anos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Em julho de 2005, o ent\u00e3o presidente George W. Bush lan\u00e7ou um&nbsp;<a href=\"https:\/\/georgewbush-whitehouse.archives.gov\/podcasts\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">podcast semanal<\/a>.<\/li><li>Em dezembro de 2005, o termo \u201cpodcast\u201d apareceu pela primeira vez no dicion\u00e1rio Oxford da l\u00edngua inglesa.<\/li><li>Em janeiro de 2006, Steve Jobs demonstrou, em uma de suas cl\u00e1ssicas apresenta\u00e7\u00f5es, como fazer um podcast usando o GarageBand. No v\u00eddeo abaixo, o fundador da Apple explica as novidades do GarageBand entre o minuto 38\u201908\u201d e o 43\u201958\u201d.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iMDTOBsFens?start=2288\" width=\"560\" height=\"315\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Em 2007, Ricky Gervais conseguiu entrar no Guinness, o livro dos recordes, pelo maior n\u00famero de downloads de um epis\u00f3dio: 261.670.<\/li><li>Em 2009, a Edison Research come\u00e7ou a fazer pesquisas de audi\u00eancia de podcasts nos Estados Unidos.<\/li><li>Em 2011, foi a vez de Adam Carolla entrar no Guinness, desta vez com n\u00fameros bem mais expressivos: 59.574.843 downloads \u00fanicos entre 2009 e 2011.<\/li><li>Em junho de 2013, a Apple anunciou que 1 bilh\u00e3o de pessoas ouviam podcasts usando seu aplicativo nativo para essa finalidade.<\/li><li>Em 2018, o Google lan\u00e7ou o Google Podcasts e o Spotify passou a abrigar essa m\u00eddia. Ambos rapidamente ganharam popularidade e s\u00e3o apontados como prov\u00e1veis agregadores mais relevantes num futuro pr\u00f3ximo.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fontes<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/History_of_podcasting\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/History_of_podcasting<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Radio_Computing_Services\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Radio_Computing_Services<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.internetworldstats.com\/emarketing.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.internetworldstats.com\/emarketing.htm<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/internationalpodcastday.com\/podcasting-history\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/internationalpodcastday.com\/podcasting-history\/<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/internationalpodcastday.com\/podcasting-history\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/internationalpodcastday.com\/podcasting-history\/<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/workforcepods.com\/2018\/03\/10-key-factors-in-the-history-of-podcasting\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/workforcepods.com\/2018\/03\/10-key-factors-in-the-history-of-podcasting\/<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.tracto.com.br\/podcasts-no-spotify\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.tracto.com.br\/podcasts-no-spotify\/<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/RTFM-Geek-930615\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/archive.org\/details\/RTFM-Geek-930615<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.radiosurvivor.com\/2018\/09\/17\/internet-radio-is-older-than-you-think\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.radiosurvivor.com\/2018\/09\/17\/internet-radio-is-older-than-you-think\/<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.radiosurvivor.com\/2018\/09\/17\/internet-radio-is-older-than-you-think\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.radiosurvivor.com\/2018\/09\/17\/internet-radio-is-older-than-you-think\/<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/archive.org\/search.php?query=creator%3A%22Internet+Talk+Radio%22\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/archive.org\/search.php?query=creator%3A%22Internet+Talk+Radio%22<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cassio Politi e Andr\u00e9 Rosa O&nbsp;Podcast-se, o podcast do Comunique-se, chega \u00e0 sua edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 100. A primeira edi\u00e7\u00e3o foi ao ar no dia 26 de julho de 2017, uma quarta-feira. Permaneceu com edi\u00e7\u00f5es semanais at\u00e9 dezembro de 2018. Porque deu certo, na virada do ano, tornou-se bissemanal. E tem sido um daqueles conte\u00fados&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":8704,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[5,85],"tags":[],"yst_prominent_words":[],"class_list":["post-8703","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacao-corporativa","category-podcast","category-5","category-85","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8703","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8703"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8703\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8704"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8703"},{"taxonomy":"yst_prominent_words","embeddable":true,"href":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/yst_prominent_words?post=8703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}