{"id":8649,"date":"2019-01-09T11:35:19","date_gmt":"2019-01-09T13:35:19","guid":{"rendered":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/?p=8649"},"modified":"2019-07-03T11:35:39","modified_gmt":"2019-07-03T14:35:39","slug":"comunicacao-interna-o-impresso-nao-morreu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/comunicacao-interna-o-impresso-nao-morreu\/","title":{"rendered":"COMUNICA\u00c7\u00c3O INTERNA: O IMPRESSO N\u00c3O MORREU"},"content":{"rendered":"\n<p>Revistas e jornais impressos voltados para o p\u00fablico interno podem parecer retr\u00f3grados. Afinal, at\u00e9 mesmo a primeira publica\u00e7\u00e3o interna do Brasil, criada pela General Motors, em 1926, hoje s\u00f3 existe na vers\u00e3o digital.<\/p>\n\n\n\n<p>A revista&nbsp;<em>General Motors<\/em>&nbsp;nasceu nos galp\u00f5es da empresa no bairro do Ipiranga, em S\u00e3o Paulo e era distribu\u00edda mensalmente aos funcion\u00e1rios. Tinha, segundo o livro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.livrariacultura.com.br\/p\/livros\/comunicacao\/jornalismo\/jornalismo-empresarial-60558?id_link=8787\">Jornalismo Empresarial<\/a>, de Gaudencio Torquato, 12 p\u00e1ginas impressas em duas cores, em formato de 16 por 23 cent\u00edmetros. Seu primeiro diretor se chamava J. V. Campos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na&nbsp;<a href=\"https:\/\/media.gm.com\/media\/br\/pt\/chevrolet\/news.detail.html\/content\/Pages\/news\/br\/pt\/2015\/jan\/0126-1925.html\">hist\u00f3ria da GM<\/a>, contada por ela pr\u00f3pria, a revista merece uma men\u00e7\u00e3o de destaque. Foi lan\u00e7ada apenas um ano depois de a f\u00e1brica se instalar na capital paulista. E era entregue tamb\u00e9m aos 150 agentes encarregados de vender os 40 carros produzidos todos os dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a vers\u00e3o f\u00edsica da revista&nbsp;<em>General Motors<\/em>, um marco para a comunica\u00e7\u00e3o interna brasileira, deixou de existir, quem ousaria defender o impresso?<\/p>\n\n\n\n<p>Bem, h\u00e1 pelo menos uma pessoa que o defenda. \u00c9 o Fernando Pereira, que acumula vasto conhecimento de causa porque prestou servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o interna por 27 anos para a pr\u00f3pria GM. Hoje ele se dedica exclusivamente \u00e0 doc\u00eancia. \u00c9 professor universit\u00e1rio do Mackenzie, em S\u00e3o Paulo. E foi nosso convidado na edi\u00e7\u00e3o #78 do Podcast-se, que voc\u00ea ouve abaixo.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/widget.spreaker.com\/player?episode_id=16659381&amp;theme=light&amp;playlist=false&amp;playlist-continuous=false&amp;autoplay=false&amp;live-autoplay=false&amp;chapters-image=true&amp;episode_image_position=right&amp;hide-logo=true&amp;hide-likes=true&amp;hide-comments=true&amp;hide-sharing=false\" width=\"100%\" height=\"200px\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>Para Fernando, o impresso n\u00e3o morreu, mas est\u00e1 na extrema un\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cManusear o papel ainda \u00e9 um h\u00e1bito para algumas pessoas. As gera\u00e7\u00f5es novas n\u00e3o v\u00e3o sentir saudade, \u00e9 verdade. Mas quem tem mais de 30 anos ainda gosta. De qualquer maneira, sou um defensor ferrenho do impresso. No caso de empresa, esse formato tem um benef\u00edcio adicional. O colaborador leva o jornal ou revista da empresa para casa e compartilha com a fam\u00edlia. Algo que n\u00e3o acontece com uma publica\u00e7\u00e3o digital.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A opini\u00e3o \u00e9 ponderada, mas firme. Fernando defende o impresso e n\u00e3o est\u00e1 sozinho nessa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em content marketing, \u00e1rea diferente da comunica\u00e7\u00e3o interna, mas com l\u00f3gica muito similar, o impresso anda forte. No Brasil, as revistas de bordo s\u00e3o uma prova disso. A&nbsp;<em>Vamos Latam<\/em>&nbsp;refor\u00e7a a comunica\u00e7\u00e3o da companhia a\u00e9rea com os passageiros, mas n\u00e3o para por a\u00ed. A publica\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas se paga como ainda gera lucro, compartilhado entre a Latam e a ag\u00eancia que cuida da produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os publicit\u00e1rios, a New Content.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos Estados Unidos, a Uber lan\u00e7ou em julho de 2018 a&nbsp;<em>Vechicle&nbsp;<\/em>(foto abaixo), inicialmente circulando em Washington e Seattle, voltada para motoristas e passageiros. Segundo a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.geekwire.com\/2018\/uber-rolls-vehicle-new-magazine-seattle-washington-d-c-share-rider-driver-stories\/\">Geek Wire<\/a>, j\u00e1 \u00e9 a segunda iniciativa da empresa. Em 2015, uma tentativa similar havia sido feita em Nova York com o lan\u00e7amento da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.uber.com\/blog\/new-york-city\/your-in-car-magazine-is-arriving-now\/\"><em>Arriving Now.<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blog.comunique-se.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/revista-vehiccle-uber-1024x683.jpg\" alt=\"Vehicle\" class=\"wp-image-3097\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio&nbsp;<a href=\"https:\/\/contentmarketinginstitute.com\/chief-content-officer\/\">Content Marketing Institute<\/a>, maior autoridade do mundo no tema, tamb\u00e9m tem a sua revista impressa, a CCO. Por qu\u00ea? Porque o correio continua entregando correspond\u00eancia. \u00c9 um canal livre.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blog.comunique-se.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/CCO.jpg\" alt=\"CCO\" class=\"wp-image-3096\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Numa an\u00e1lise objetiva, as revistas impressas deixaram de ser populares para fins de comunica\u00e7\u00e3o interna porque a internet oferece alternativas muito mais baratas. Acontece que, em muitos casos, a discuss\u00e3o sobre usar o impresso ou n\u00e3o passa ao largo dos aspectos financeiros e acaba virando um debate com um qu\u00ea de Fla-Flu.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cA discuss\u00e3o muitas vezes \u00e9 se as pessoas t\u00eam paci\u00eancia para ler. \u00c9 um debate parecido com aquele sobre publicar ou n\u00e3o textos grandes em sites. Muita gente cita o Buzzfeed como um exemplo de que posts curtos funcionam melhor.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por que Fernando cita o Buzzfeed? Porque o pr\u00f3prio site pr\u00f3prio acabou virando o anti-exemplo para quem defende posts telegr\u00e1ficos. Em 2017, o Buzzfeed publicou uma mat\u00e9ria enorme sobre o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.buzzfeed.com\/felitti\/fofao-da-augusta-quem-me-chama-assim-nao-me-conhece\">Fof\u00e3o da Rua Augusta<\/a>, com mais de 11 mil palavras. E teve milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es. Para se ter uma ideia, um blog post grande tem 2 mil e um gigantesco, 5 mil palavras.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma similar, afirmar que todas as empresas devem usar ve\u00edculos impressos \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o t\u00e3o radical e err\u00f4nea quanto dizer que eles n\u00e3o servem para nenhuma. \u201c\u00c9 uma quest\u00e3o de analisar o comportamento do p\u00fablico\u201d, recomenda Fernando.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando assessorou a Fibria, gigante da produ\u00e7\u00e3o de celulose, Fernando observou que o p\u00fablico interno, espalhado por unidades remotas, longe das conex\u00f5es 4G ou wi-fi, consumiam com apetite o conte\u00fado do jornal interno. Uma prova de quem melhor define o canal \u00e9 o comportamento do p\u00fablico, e n\u00e3o as cren\u00e7as e prefer\u00eancias do time de comunica\u00e7\u00e3o interna ou RH.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma de suas frases c\u00e9lebres, Peter Drucker dizia que \u201co que todo o mundo sabe geralmente est\u00e1 errado\u201d. O que nos faz concluir que a certeza de que os ve\u00edculos impressos n\u00e3o t\u00eam mais vez talvez mere\u00e7a uma rean\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Takeaway<\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem tenha condenado \u00e0 morte os jornais e revistas impressos para comunica\u00e7\u00e3o interna. Mas o radicalismo precisa ser revisto. Um pouco de l\u00f3gica e exemplos de mercado sugerem uma an\u00e1lise mais embasada antes da tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revistas e jornais impressos voltados para o p\u00fablico interno podem parecer retr\u00f3grados. Afinal, at\u00e9 mesmo a primeira publica\u00e7\u00e3o interna do Brasil, criada pela General Motors, em 1926, hoje s\u00f3 existe na vers\u00e3o digital. A revista&nbsp;General Motors&nbsp;nasceu nos galp\u00f5es da empresa no bairro do Ipiranga, em S\u00e3o Paulo e era distribu\u00edda mensalmente aos funcion\u00e1rios. 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