{"id":12620,"date":"2019-11-15T07:00:34","date_gmt":"2019-11-15T10:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/?p=12620"},"modified":"2019-12-24T20:39:14","modified_gmt":"2019-12-24T23:39:14","slug":"nao-existe-receita-de-bolo-em-comunicacao-corporativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/nao-existe-receita-de-bolo-em-comunicacao-corporativa\/","title":{"rendered":"N\u00e3o existe receita de bolo em comunica\u00e7\u00e3o corporativa"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00e3o existe rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas na prateleira de supermercado. Na esteira disso, muitas empresas acabam se esquecendo da estrat\u00e9gia, dos resultados e focando no glamour. Foi essa a pauta da nossa conversa com <a href=\"https:\/\/viniciuscordoni.com\/\">Vin\u00edcius Cordoni<\/a>, profissional de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas que teve em seu curr\u00edculo passagens por empresas de vanguarda antes de abrir sua pr\u00f3pria ag\u00eancia. A conversa est\u00e1 na edi\u00e7\u00e3o #167 do Podcast-se, dispon\u00edvel abaixo, no <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/7mDRWvW5bFy5IXHC7SQXg5\">Spotify<\/a> e em outros agregadores. Voc\u00ea l\u00ea mais abaixo o resumo do bate-papo.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/widget.spreaker.com\/player?episode_id=19504745&amp;theme=light&amp;playlist=false&amp;playlist-continuous=false&amp;autoplay=false&amp;live-autoplay=false&amp;chapters-image=false&amp;episode_image_position=right&amp;hide-logo=true&amp;hide-likes=true&amp;hide-comments=true&amp;hide-sharing=false&amp;hide-download=true\" width=\"100%\" height=\"130px\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Voc\u00ea certa vez escreveu no Meio &amp; Mensagem um artigo falando que n\u00e3o existe rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas em prateleira de supermercado. O que voc\u00ea quer dizer com isso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vin\u00edcius Cordoni:<\/strong> <em>Neste artigo, eu brinco que nunca, no supermercado, peguei o sabonete, o sab\u00e3o em p\u00f3 e, em seguida, peguei uma ag\u00eancia de RP e coloquei no carrinho. Se voc\u00ea buscar no Google por \u201cag\u00eancias de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas\u201d, j\u00e1 vem logo estampado algo como \u201cpor esse pre\u00e7o eu te entrego um release, um artigo e oito publica\u00e7\u00f5es\u201d. N\u00e3o tem como voc\u00ea garantir publica\u00e7\u00e3o no mercado de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou assessoria de imprensa. A partir do momento em que voc\u00ea promete isso, n\u00e3o est\u00e1 sendo t\u00e3o correto com seu cliente porque isso n\u00e3o depende totalmente de voc\u00ea. Como pode oferecer um release se n\u00e3o sabe qual \u00e9 a necessidade da outra ponta? Antes de precificar, voc\u00ea precisa fazer uma imers\u00e3o no cliente. Costumo passar de duas a tr\u00eas horas nos clientes novos fazendo todas as perguntas poss\u00edveis para saber qual \u00e9 o seu objetivo e o que ele espera do RP. Quando trabalhei em um grande banco digital, todo o mundo dizia: \u201cestamos no Valor Econ\u00f4mico\u201d, \u201cestamos na Exame\u201d, \u201cestamos na Folha\u201d. S\u00f3 que o nosso p\u00fablico era digital, de 18 a 20 anos. Ser\u00e1 que esse cara pega o Valor Econ\u00f4mico todas as manh\u00e3s ou ser\u00e1 que ele entra em Canaltech, Tecmundo, TechTudo, podcast? \u00c9 disso que estou falando: n\u00e3o existe ag\u00eancia de RP em prateleira de mercado. N\u00e3o existe f\u00f3rmula pronta. O que serve para um cliente n\u00e3o necessariamente serve para o outro. Trabalhei tamb\u00e9m na Evino, onde fizemos uma concorr\u00eancia. Todas as ag\u00eancias propunham sair nas revistas Menu, Gula e Paladar. Quem est\u00e1 nessas vistas j\u00e1 entende o suficiente de vinho. Nosso objetivo era democratizar o vinho. Ent\u00e3o, fazia muito mais sentido estar em revistas de life style, em que as pessoas iam ter o vinho como um atributo de conex\u00e3o, n\u00e3o com o paladar dele. Vamos mudar um pouco esse status quo de que rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas \u00e9 escrever um material e levar para o jornalista.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Isso est\u00e1 acontecendo nos servi\u00e7os em geral e no marketing tamb\u00e9m. Banalizou-se muita coisa por a\u00ed, infelizmente. Basta ver que h\u00e1 redatores ganhando R$ 30 para escrever um post de 700 palavras, e isso n\u00e3o pode dar certo. N\u00e3o funcionou em nenhum lugar do mundo e n\u00e3o \u00e9 aqui que vai funcionar. Agora, o ponto que voc\u00ea tocou a\u00ed \u00e9 estrat\u00e9gia. Isso me faz pensar que o problema n\u00e3o \u00e9 quem vende esse servi\u00e7o \u2014 \u00e9 quem contrata. \u00c9 aquela velha hist\u00f3ria: o sujeito na Pra\u00e7a da S\u00e9 que vendeu o CD pirata \u00e9 um pobre coitado. Ok, ele \u00e9 criminoso, sim, mas \u00e9 um pobre coitado. Pior \u00e9 quem compra. Mal comparando, ent\u00e3o, o problema \u00e9 o gestor que tem a verba e contrata mal, voc\u00ea n\u00e3o acha?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sempre que algu\u00e9m me diz que optou por um produto mais de prateleira, eu digo: \u201cbeleza, voc\u00ea tem todo o direito\u201d. E termino: \u201cretrabalho \u00e9 mais caro, hein!\u201d. Por exemplo, voc\u00ea vai cortar o cabelo e o barbeiro erra no corte. Voc\u00ea vai em outro para arrumar, e esse outro cobra mais caro. \u00c9 por isso que \u00e9 muito enriquecedor este podcast. Mostra para os clientes que nem sempre uma estrat\u00e9gia mais barata ou de tiro curto vai trazer a efici\u00eancia para ele. \u00c9 o famoso \u201co barato custa caro\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Existe a ag\u00eancia de prateleira de supermercado, como voc\u00ea bem colocou. Na outra ponta, tem o inverso disso, que \u00e9 a boutique extrema, que tamb\u00e9m \u00e9 um problema, que \u00e9 a ag\u00eancia que entrega uma superprodu\u00e7\u00e3o extremamente sofisticada, mas que muitas vezes tamb\u00e9m n\u00e3o tem nada a ver com a estrat\u00e9gia. Foca apenas em ganhar pr\u00eamio. Isso tamb\u00e9m \u00e9 igualmente prejudicial para a marca, n\u00e3o \u00e9?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Cara, \u00e9 exatamente isso, e n\u00e3o estou falando s\u00f3 de RP. Vou expandir mais um pouco. Fui head de RP de duas marcas e pude trazer essa bagagem para a minha ag\u00eancia. Quando voc\u00ea abre concorr\u00eancia, v\u00eam aquelas estrat\u00e9gias mirabolantes, de gente querendo colocar um cara pulando de paraquedas no meio do Fla-Flu e coisas do tipo. Legal, baita estrat\u00e9gia, vai render um pr\u00eamio em Cannes. Mas o que essa estrat\u00e9gia mirabolante vai render de fato para o cliente? Antes de pensar em como aumentar os pr\u00eamios da ag\u00eancia, vem o resultado do cliente. O pr\u00eamio tem de ser uma consequ\u00eancia.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o existe rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas na prateleira de supermercado. Na esteira disso, muitas empresas acabam se esquecendo da estrat\u00e9gia, dos resultados e focando no glamour. Foi essa a pauta da nossa conversa com Vin\u00edcius Cordoni, profissional de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas que teve em seu curr\u00edculo passagens por empresas de vanguarda antes de abrir sua pr\u00f3pria ag\u00eancia. 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