{"id":12608,"date":"2019-10-16T07:00:03","date_gmt":"2019-10-16T10:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/?p=12608"},"modified":"2019-12-24T20:27:20","modified_gmt":"2019-12-24T23:27:20","slug":"o-marketing-motivacional-uma-velha-nova-oportunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/o-marketing-motivacional-uma-velha-nova-oportunidade\/","title":{"rendered":"O Marketing Motivacional: uma velha nova oportunidade"},"content":{"rendered":"\n<p>O marketing motivacional n\u00e3o \u00e9 buzzword nem moda. \u00c9 uma ferramenta de comunica\u00e7\u00e3o que trabalha lado a lado com o RH dentro das empresas. Quando bem usado, engaja os colaboradores. O professor da ESPM <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/renato-avanzi-0a45a12a\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Renato Avanzi<\/a> est\u00e1 lan\u00e7ando o livro <a href=\"https:\/\/www.saraiva.com.br\/marketing-motivacional-2-ed-2019-10518142\/p\">Marketing Motivacional<\/a>. Conversamos com ele sobre o tema do livro.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea ouve a conversa na edi\u00e7\u00e3o #158 do Podcast-se, dispon\u00edvel abaixo e no <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/7mDRWvW5bFy5IXHC7SQXg5\">Spotify<\/a> \u2014 e transcrita em seguida.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/widget.spreaker.com\/player?episode_id=19357588&amp;theme=light&amp;playlist=false&amp;playlist-continuous=false&amp;autoplay=false&amp;live-autoplay=false&amp;chapters-image=false&amp;episode_image_position=right&amp;hide-logo=true&amp;hide-likes=true&amp;hide-comments=true&amp;hide-sharing=false&amp;hide-download=true\" width=\"100%\" height=\"130px\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Seu novo livro fala do marketing motivacional no contexto do endomarketing. Como as empresas usam isso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Renato Avanzi:<\/strong><em> Algumas empresas n\u00e3o t\u00eam o h\u00e1bito de estimular seus funcion\u00e1rios a produzir mais. Elas fazem comunica\u00e7\u00e3o, mas algumas ainda est\u00e3o patinando um pouco. Seus gestores pensam que apenas o sal\u00e1rio \u00e9 suficiente para os funcion\u00e1rios produzirem mais e melhor. Acontece que o sal\u00e1rio \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o, uma troca. Eu trabalho para voc\u00ea produzido algumas coisas, voc\u00ea me paga um sal\u00e1rio que foi combinado. Por este sal\u00e1rio combinado, eu fa\u00e7o aquilo que voc\u00ea me pediu, e normalmente n\u00e3o vou muito al\u00e9m disso. Um ou outro funcion\u00e1rio que se destaca vai al\u00e9m. A maioria n\u00e3o vai. Quando a gente fala de marketing motivacional, a ideia \u00e9 criar est\u00edmulos externos para que os funcion\u00e1rios se motivem internamente para que cada vez mais produzam al\u00e9m daquilo para o qual foram contratados. \u00c9 nesse momento que ele deixa de ser funcion\u00e1rio e passa a ser colaborador, pois ele come\u00e7a a colaborar com o crescimento da empresa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea no come\u00e7o do livro fala da diferen\u00e7a entre motiva\u00e7\u00e3o e incentivo. Como voc\u00ea explica essa diferen\u00e7a?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o interna. \u00c9 um motivo de cada um para fazer determinado tipo de coisa. Numa empresa com, por exemplo, mil funcion\u00e1rios, h\u00e1 praticamente mil motivos diferentes para que eles estejam l\u00e1. Um funcion\u00e1rio est\u00e1 l\u00e1 ganhando seu sal\u00e1rio para trocar de casa, outro para comprar uma casa, outro para reformar a casa, outro para mandar o seu filho estudar numa escola melhor, outro para viajar nas f\u00e9rias e por a\u00ed vai. Cada um tem o seu motivo, a sua motiva\u00e7\u00e3o. O que n\u00f3s criamos, de fato, s\u00e3o campanhas de est\u00edmulos externos para que o funcion\u00e1rio se motive por algo da empresa. Eu n\u00e3o consigo ter uma empresa realmente eficaz se eu tiver mil motivos totalmente diferentes para as pessoas estarem l\u00e1. Com essas campanhas, eu crio pelo menos um motivo organizacional, do neg\u00f3cio, que todos os funcion\u00e1rios abracem e tomem para eles.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea falou de campanha, Renato. A campanha \u00e9 uma ferramenta. Ser\u00e1 que, na maioria dos casos, o buraco n\u00e3o \u00e9 mais embaixo? O que faz o inferno ou a alegria da vida das pessoas \u00e9 o ambiente, o entorno. Ent\u00e3o, a campanha, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 um paliativo, uma ferramenta?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ela realmente \u00e9 uma ferramenta. Voc\u00ea tem raz\u00e3o. Ela busca mudar um jeito de pensar, uma cultura, um modelo mental. As pessoas se automatizam no seu comportamento di\u00e1rio, na sua rotina. A campanha sempre come\u00e7a com os gestores. Se eu n\u00e3o mudar a cabe\u00e7a dessas pessoas, o clima interno n\u00e3o muda. Os funcion\u00e1rios trabalham mais empolgados, envolvidos e engajados se tiverem l\u00edderes mais envolvidos tamb\u00e9m. \u00c9 claro, estou imaginando que esses l\u00edderes n\u00e3o t\u00eam uma cabe\u00e7a superavan\u00e7ada. Porque se eles fizessem o trabalho deles com perfei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o precisar\u00edamos de campanha nenhuma. Essa que \u00e9 a verdade. Mas sabemos que entre, digamos, 50 ou 60 l\u00edderes dentro de uma empresa, talvez nem metade deles far\u00e1 realmente um trabalho de lideran\u00e7a. A maioria \u00e9 chefe. Da\u00ed, as campanhas v\u00eam para mudar a cabe\u00e7a desses chefes, para que primeiro eles se tornem l\u00edderes. Depois, eu implanto campanhas que mudem o comportamento dos funcion\u00e1rios<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 bom deixar claro que eu fiz a pergunta aqui para o especialista em endomarketing, e n\u00e3o para o especialista em RH. Afinal, essa resposta teria de ser dada pelo especialista em desenvolvimento humano. Nesse quesito, entra tamb\u00e9m a quest\u00e3o da premia\u00e7\u00e3o. Qual a import\u00e2ncia dela? A premia\u00e7\u00e3o ajuda a alcan\u00e7ar o sucesso de campanha e de motiva\u00e7\u00e3o? Ela realmente traz esse efeito?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ela traz, mas deixe-me explicar um passo antes. \u00c9 absolutamente necess\u00e1rio numa campanha que exista o reconhecimento. Voc\u00ea vai reconhecer as pessoas que se destacam, que fizeram coisas legais, acima da m\u00e9dia ou al\u00e9m do esperado. Esse reconhecimento tem de ter dois n\u00edveis. Um deles \u00e9 a empresa reconhecendo, por exemplo, entregando um trof\u00e9u ou medalha, colocando o funcion\u00e1rio no jornal, na intranet, na TV corporativa. O outro reconhecimento indispens\u00e1vel \u00e9 o do gestor daquela pessoa. Ele pr\u00f3prio tem de reconhecer, se aproximando da pessoa, fazendo isso face a face. Tem de cumprimentar, abra\u00e7ar, dar a m\u00e3o. Portanto, qualquer campanha tem de ter reconhecimento. Da\u00ed, o segundo passo \u00e9 a premia\u00e7\u00e3o, que \u00e9 opcional, o que tamb\u00e9m depende de ter budget. Se voc\u00ea puder dar uma viagem, uma televis\u00e3o ou um celular, \u00f3timo, maravilhoso. Mas se n\u00e3o puder, n\u00e3o \u00e9 isso que vai fazer a diferen\u00e7a na campanha, mas o reconhecimento. E a\u00ed tem outra coisa, que a gente mostra muito livro, que \u00e9 o fato de voc\u00ea poder premiar sem custo direto de outras formas. Por exemplo, permitir que, durante dois meses, a pessoa premiada possa utilizar a vaga da diretoria no estacionamento. Isso n\u00e3o tem um custo direto. Ent\u00e3o, pr\u00eamio \u00e9 uma coisa opcional, mas o reconhecimento \u00e9 indispens\u00e1vel. Deste, n\u00e3o d\u00e1 para abrir m\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Todo o marketing motivacional que a gente conhece foi baseado muito no olho no olho. Isso est\u00e1 mudando. A gente est\u00e1 vendo mais e mais empresas grandes adotando home office \u2014 algumas opcionais e outras, obrigat\u00f3rio. Algumas j\u00e1 t\u00eam at\u00e9 menos cadeiras do que funcion\u00e1rios, obrigando as pessoas a fazer home office duas, tr\u00eas vezes por semana. Minha pergunta para voc\u00ea \u00e9: muda alguma coisa em termos de marketing motivacional nesse cen\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>O princ\u00edpio continua exatamente o mesmo, mas os meios mudam bastante. Tanto o funcion\u00e1rio home office quanto um distribuidor, por exemplo, est\u00e3o distantes da empresa. Eles n\u00e3o est\u00e3o no face a face, no t\u00eate-\u00e0-t\u00eate. Ent\u00e3o, voc\u00ea pode fazer campanhas motivacionais para qualquer um, n\u00e3o importa onde a pessoa esteja. Vamos pensar em bancos com ag\u00eancias espalhadas pelo Brasil inteiro, por exemplo. Voc\u00ea vai ter de se comunicar com funcion\u00e1rios que est\u00e3o espalhados por Regi\u00e3o Norte, Nordeste, Centro-Oeste etc. Ent\u00e3o, n\u00e3o muda nada, mas os ve\u00edculos, sim, eles mudam. Porque a\u00ed vou usar mais ferramentas digitais, que simulam m\u00eddias sociais internas, por exemplo. Na verdade, nos primeiros cap\u00edtulos do livro, falamos o que \u00e9 motiva\u00e7\u00e3o para a pessoa. Abordamos o aspecto psicol\u00f3gico e emocional \u2014 e isso envolve muito o ser humano. Portanto, \u00e9 indiferente onde est\u00e1 esse ser humano. Ele precisa ser motivado de alguma maneira para fazer mais do que ele vinha fazendo anteriormente.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O marketing motivacional n\u00e3o \u00e9 buzzword nem moda. \u00c9 uma ferramenta de comunica\u00e7\u00e3o que trabalha lado a lado com o RH dentro das empresas. Quando bem usado, engaja os colaboradores. O professor da ESPM Renato Avanzi est\u00e1 lan\u00e7ando o livro Marketing Motivacional. Conversamos com ele sobre o tema do livro. 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