{"id":12602,"date":"2019-10-03T07:00:07","date_gmt":"2019-10-03T10:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/?p=12602"},"modified":"2019-12-24T20:23:07","modified_gmt":"2019-12-24T23:23:07","slug":"migracao-do-rp-para-era-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/migracao-do-rp-para-era-digital\/","title":{"rendered":"A migra\u00e7\u00e3o do RP para a era digital"},"content":{"rendered":"\n<p>As empresas ainda confundem um pouco o digital com o digitalizado. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de estar na vers\u00e3o online dos ve\u00edculos impressos. \u00c9 uma quest\u00e3o de realmente entrar no mundo digital, onde a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 naturalmente de m\u00e3o dupla.<\/p>\n\n\n\n<p>Conversamos com Vin\u00edcius Cordoni, que teve em seu curr\u00edculo passagens por empresas de vanguarda antes de abrir sua pr\u00f3pria <a href=\"https:\/\/viniciuscordoni.com\/\">ag\u00eancia<\/a>. A conversa est\u00e1 dispon\u00edvel na edi\u00e7\u00e3o #152 do Podcast-se, dispon\u00edvel abaixo e tamb\u00e9m no <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/7mDRWvW5bFy5IXHC7SQXg5\">Spotify<\/a>. Voc\u00ea l\u00ea a seguir a transcri\u00e7\u00e3o do bate-papo.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/widget.spreaker.com\/player?episode_id=19155319&amp;theme=light&amp;playlist=false&amp;playlist-continuous=false&amp;autoplay=false&amp;live-autoplay=false&amp;chapters-image=false&amp;episode_image_position=right&amp;hide-logo=true&amp;hide-likes=true&amp;hide-comments=true&amp;hide-sharing=false&amp;hide-download=true\" width=\"100%\" height=\"130px\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Muitas empresas falam de transforma\u00e7\u00e3o digital, o que at\u00e9 me deixa um pouco perplexo porque a internet comercial j\u00e1 tem mais de 20 anos de idade. Como voc\u00ea est\u00e1 vendo isso? \u00c9 um desafio para muita gente de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vin\u00edcius Cordoni:<\/strong><em> Fui head de RP de um grande banco digital e toda vez que a gente sa\u00eda nos ve\u00edculos offline, a visibilidade era boa. O retorno mexe muito com o ego das pessoas. Quem n\u00e3o gosta de emplacar aquela grande capa de revista ou aquela p\u00e1gina inteira de um Valor, de um Estado, de uma Folha? Mas a gente precisa focar no principal objetivo disso tudo, que, no caso, era gera\u00e7\u00e3o de lead. Ent\u00e3o, em um banco digital, ser\u00e1 que o nosso p\u00fablico estava mesmo no offline? Ser\u00e1 que o nosso p\u00fablico estava lendo impresso? Ou ser\u00e1 que nosso p\u00fablico estava com o celular na m\u00e3o, lendo as not\u00edcias do dia, acompanhando newsletter, sendo pego de surpresa por not\u00edcias no Facebook, no Instagram, no LinkedIn? O que eu acho que ainda acontece hoje \u00e9 que a gente primeiro olha pela centimetragem, pelo retorno de m\u00eddia, pelo glamour, pelo ego de emplacar uma grande pauta no impresso, que tamb\u00e9m tem o seu valor. Mas a gente tem de colocar o business do cliente em primeiro lugar. H\u00e1 uma diferen\u00e7a entre o digital e o digitalizado. Quando a gente fala de online, d\u00e1 a impress\u00e3o de que a gente est\u00e1 falando s\u00f3 dos sites, das revistas. Mas hoje tem podcast, canais no YouTube. Na minha ag\u00eancia, temos cliente B2B, que tem muito mais benef\u00edcio se for mencionado, por exemplo, por um influenciador de LinkedIn e virar not\u00edcia em uma comunidade nessa rede social.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gostei da diferen\u00e7a do digital para o digitalizado. Voc\u00ea acha que isso tem a ver com uma cultura que vem l\u00e1 do jornalismo, da comunica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o \u00fanica, que agora mudou para a comunica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o dupla? Quando voc\u00ea fala do digitalizado, o que me vem \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9 voc\u00ea falar sozinho. Porque, no fundo, \u00e9 isso que acontece quando voc\u00ea pega a Folha de S\u00e3o Paulo ou O Globo e coloca na internet. Voc\u00ea continua falando em m\u00e3o \u00fanica. Quando voc\u00ea vai para a newsletter do LinkedIn, e tem o Ricardo Amorim comentando junto com as pessoas, e a pr\u00f3pria empresa podendo comentar tamb\u00e9m, a\u00ed voc\u00ea est\u00e1 falando do digital. Isso do \u201ceu falo, voc\u00ea ouve\u201d est\u00e1 enraizado na cultura que vem do jornalismo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Est\u00e1 muito enraizado. A faculdade de Jornalismo n\u00e3o forma ningu\u00e9m para ser Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas. Ela n\u00e3o forma na estrat\u00e9gia, para pensar fora da caixa. Ela forma o jornalismo-raiz, l\u00e1 dos prim\u00f3rdios, do impresso, do texto, do que \u00e9 not\u00edcia, o lead etc. Quando a gente traz um pouco para os dias de hoje, a\u00ed voc\u00ea fala no estar sozinho e no expandir. Outra estrat\u00e9gia que uso muito \u00e9 a seguinte: no momento em que a gente divulga a mat\u00e9ria do cliente, onde quer que seja, a gente est\u00e1 falando com o p\u00fablico daquele jornal. No ambiente digital, n\u00f3s mesmos somos a mensagem. N\u00e3o adianta nada nosso cliente sair em Exame, Folha ou no Estado se ele mesmo n\u00e3o disseminar essa not\u00edcia. A gente acha que o p\u00fablico dele est\u00e1 lendo o que a gente est\u00e1 lendo, s\u00f3 que as pessoas t\u00eam h\u00e1bitos de leitura diferentes. N\u00e3o basta o trabalho de um rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. O trabalho come\u00e7a na hora em que a mat\u00e9ria \u00e9 publicada.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A comunica\u00e7\u00e3o tradicional se estruturou com a deten\u00e7\u00e3o dos canais. Empresas de m\u00eddia, como Globo, Veja, Isto\u00c9 e outras tiveram todo o poder nas m\u00e3os. Elas detinham os canais. Hoje, n\u00e3o mais. Os canais s\u00e3o completamente democratizados. Voc\u00ea \u00e9 um canal a partir do momento em que abre uma conta no Twitter. Ser\u00e1 que o profissional de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o deveria parar de pensar: \u2018eu tenho aqui uma revista, e essa revista eu ponho no site, do site eu ponho nas redes sociais\u2019, e passar a pensar na comunica\u00e7\u00e3o como uma rede de distribui\u00e7\u00e3o desestruturada \u2014 de pessoas para pessoas. Ou seja, a mensagem est\u00e1 no centro da comunica\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o os canais. N\u00e3o sei se me fiz entender, mas ser\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de mudar a forma de enxergar essa distribui\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Bela bola levantada para eu cortar na linha dos tr\u00eas metros. Eu penso exatamente da mesma forma. Voc\u00ea tem de criar o conte\u00fado pensando em qual \u00e9 a sua estrat\u00e9gia, e qual a estrat\u00e9gia do cliente. Essa estrat\u00e9gia de voc\u00ea primeiro analisar a m\u00eddia para fazer um conte\u00fado para ela n\u00e3o \u00e9 um come\u00e7o, \u00e9 um fim. O primeiro passo tem de ser o que eu quero comunicar. Dentro do que eu quero comunicar, qual \u00e9 o objetivo que essa comunica\u00e7\u00e3o vai trazer? Tendo isso muito claro, qual o canal mais apropriado para isso? Tudo linkando, obviamente, com a credibilidade, com a reputa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um outro fen\u00f4meno muito bom hoje. A gente est\u00e1 vendo cada vez mais jornalistas construindo o seu nome em grandes ve\u00edculos e trazendo o seu nome para criar novas m\u00eddias. Se voc\u00ea pegasse h\u00e1 20 anos a quantidade de ve\u00edculos que uma assessoria de imprensa tinha para trabalhar, era muito restrito. Hoje \u00e9 muito extenso.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tocamos em algum momento da conversa no assunto intera\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o assusta muito os gestores? Em muitas reuni\u00f5es, quando voc\u00ea chega para um cliente e diz: \u201ca gente vai colocar isso numa rede social e as pessoas v\u00e3o comentar\u201d. Muitos gestores se arrepiam porque j\u00e1 imaginam o bombardeio de mensagem que vai chegar ali \u2014 especialmente se a empresa \u00e9 uma dessas grandes prestadoras de servi\u00e7os, sujeitas a cr\u00edticas, como banco, operadora de celular, companhia a\u00e9rea. Esse medo n\u00e3o \u00e9 o que muitas vezes trava este nosso discurso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sim, esse medo existe e trava. Mas eu trago um contraponto para essa balan\u00e7a. O gestor, \u00e9 \u00f3bvio, tem de ser cauteloso. Mas a melhor forma de voc\u00ea prevenir uma crise \u00e9 mapear os riscos. Se as empresas forem se preocupar com haters, n\u00e3o devem nem abrir o CNPJ. Porque \u00e9 isso que mais acontece nas redes sociais. Mas o que eu sempre procuro falar para essas empresas, que \u00e9 a premissa de uma crise, \u00e9 que voc\u00ea deve responder para quem pergunta. Voc\u00ea n\u00e3o vai expandir isso para quem n\u00e3o est\u00e1 nem sabendo. Al\u00e9m disso, a gente precisa de transpar\u00eancia, precisa estabelecer um di\u00e1logo. Todas as empresas do Brasil, principalmente startup em fase beta, quando t\u00eam algum problema, v\u00e3o l\u00e1 e corrigem r\u00e1pido. Quanto mais ela se comunica com o p\u00fablico, mais ela gera empatia. Se ela tiver medo de se comunicar por conta de um erro, a\u00ed qual \u00e9 o sentido de ter uma \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o, de contratar ag\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, de ter redes sociais? Voc\u00ea tem de estar preparado. Infelizmente, a partir do momento em que est\u00e1 exposto de alguma forma, voc\u00ea n\u00e3o fala s\u00f3 sobre o que voc\u00ea quer. Portanto, a melhor forma \u00e9 a seguinte: fa\u00e7a algum tipo de comunica\u00e7\u00e3o. Deixe algumas respostas prontas para poss\u00edveis perguntas que possam vir.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As empresas ainda confundem um pouco o digital com o digitalizado. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de estar na vers\u00e3o online dos ve\u00edculos impressos. \u00c9 uma quest\u00e3o de realmente entrar no mundo digital, onde a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 naturalmente de m\u00e3o dupla. 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