{"id":12571,"date":"2019-08-09T07:00:57","date_gmt":"2019-08-09T10:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/?p=12571"},"modified":"2019-12-24T19:25:42","modified_gmt":"2019-12-24T22:25:42","slug":"o-excesso-de-emails-beth-guaraldo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/o-excesso-de-emails-beth-guaraldo\/","title":{"rendered":"O excesso de releases para reda\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>Sob press\u00e3o para obter resultados de m\u00eddia espont\u00e2nea, muitos assessores de imprensa enviam toneladas de emails. Em vez de segmentar seus mailings, fazem o inverso. Mandam mensagens para a maior quantidade de jornalistas e de editorias. Resultado: as taxas de abertura de emails despencam e os resultados s\u00e3o cada vez menores.<\/p>\n\n\n\n<p>Pudera: l\u00e1 do outro lado, na reda\u00e7\u00e3o, o jornalista n\u00e3o aguenta mais receber tanta mensagem. Ent\u00e3o, nem as l\u00ea mais. Nesse cen\u00e1rio, a m\u00e1xima de que \u201cmenos \u00e9 mais\u201d segue verdadeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Este foi o tema da nossa conversa com <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/beth-guaraldo-54b3a0163\/\" target=\"_blank\">Beth Guaraldo<\/a>, experiente profissional de comunica\u00e7\u00e3o corporativa, hoje \u00e0 frente do <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.portaldoconteudo.com.br\/\" target=\"_blank\">Portal do Conte\u00fado<\/a>. Voc\u00ea pode ouvir o bate-papo na edi\u00e7\u00e3o #139 do Podcast-se, dispon\u00edvel abaixo e tamb\u00e9m no <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/7mDRWvW5bFy5IXHC7SQXg5\" target=\"_blank\">Spotify<\/a>. <\/p>\n\n\n\n<p>A transcri\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel a seguir.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/widget.spreaker.com\/player?episode_id=18757961&amp;theme=light&amp;playlist=false&amp;playlist-continuous=false&amp;autoplay=false&amp;live-autoplay=false&amp;chapters-image=false&amp;episode_image_position=right&amp;hide-logo=true&amp;hide-likes=true&amp;hide-comments=true&amp;hide-sharing=false&amp;hide-download=true\" width=\"100%\" height=\"130px\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/pre>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Naquela press\u00e3o para entregar resultado, o assessor parte para a quantidade. Ele sabe que n\u00e3o vai funcionar, mas acaba mandando email para 5 mil jornalistas. E acaba que saem mais mat\u00e9rias. Psicologicamente \u00e9 assim que funciona na cabe\u00e7a das pessoas. A gente sabe que isso n\u00e3o \u00e9 a melhor pr\u00e1tica do mundo, mas \u00e9 assim que a maioria das pessoas faz. Est\u00e1 certo o que eu estou falando? \u00c9 assim que acontece, Beth?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong> Sim, acontece com alguns assessores, mas eu diria que hoje mandar duzentos, mil ou 5 mil emails n\u00e3o significa resultado. Outro dia eu at\u00e9 falei para um cliente: \u201cesquece quantidade\u201d. Hoje \u2014 e sempre \u2014 a prioridade tem de ser a qualidade. Antigamente, a gente conseguia resultado com um bom release. Hoje, n\u00e3o. At\u00e9 porque os ve\u00edculos est\u00e3o muito bairristas. Se voc\u00ea vai trabalhar o ve\u00edculo da Bahia, precisa ter uma informa\u00e7\u00e3o da Bahia. N\u00e3o adianta voc\u00ea tentar passar uma informa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, ainda que ela seja muito boa. Tem de ter um approach local.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: No caso, Bahia ou S\u00e3o Paulo, se voc\u00ea pelo menos acertar a editoria, ainda vai.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong> Pois \u00e9, ainda tem esse risco. A gente ouve muito de jornalista a seguinte reclama\u00e7\u00e3o: \u201cOlha, eu recebo uma montanha de email de coisas que n\u00e3o me interessam a m\u00ednima. N\u00e3o s\u00e3o da minha editoria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Se o assessor vai trabalhar individualmente com cada jornal e com cada editoria, e ele atende muitos clientes, como vai ter tempo para isso? N\u00e3o \u00e9, em parte, isso que justifica trabalhar de forma mais massiva?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong> Eu acho que n\u00e3o. Porque trabalhar massivamente n\u00e3o vai resolver o problema. Se voc\u00ea n\u00e3o vai ter resultado, ent\u00e3o \u00e9 melhor voc\u00ea parar e pensar numa boa pauta para o seu cliente XPTO. \u00c9 melhor escolher um ve\u00edculo e saber para quem voc\u00ea vai mandar do que sair disparando montanhas de email s\u00f3 por causa da press\u00e3o. Tem de ser uma pessoa organizada e dividir o tempo para saber trabalhar os v\u00e1rios clientes que atende para conseguir resultado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Uma palavra boa para o profissional de comunica\u00e7\u00e3o em geral \u00e9: sistem\u00e1tico. A produtividade tem muito a ver com isso. S\u00f3 que normalmente o profissional de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sistem\u00e1tico. Jornalista ou publicit\u00e1rio \u00e9 ca\u00f3tico por natureza. At\u00e9 porque a criatividade muitas vezes vem do caos. Nesse sentido, de voc\u00ea trabalhar assertivamente, uma solu\u00e7\u00e3o que voc\u00ea est\u00e1 propondo passa por conhecer os ve\u00edculos, n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong> N\u00e3o tem outro jeito de trabalhar. Como eu vou propor uma pauta para o ve\u00edculo A ou B se eu n\u00e3o sei sobre o que esse ve\u00edculo fala? Preciso saber qual \u00e9 a linha dele, o que ele publica na editoria de economia ou na editoria de variedades. Se eu n\u00e3o sei qual a linha, \u00e9 imposs\u00edvel propor uma pauta assertiva. Tem de saber, tem de conhecer. D\u00e1 trabalho? Sim, d\u00e1 muito trabalho. Mas \u00e9 o \u00fanico jeito de voc\u00ea ser assertivo e garantir mais oportunidade de resultado. N\u00e3o tem outra forma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: \u201cDar trabalho\u201d significa primeiro ler e, segundo, conversar sobre, certo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong> Exatamente. Hoje a internet facilita. A maioria dos ve\u00edculos tem site aberto. Ent\u00e3o, voc\u00ea consegue saber o que o ve\u00edculo publica, como \u00e9 e como deixa de ser. Voc\u00ea n\u00e3o precisa ter o jornal f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Conhecer n\u00e3o \u00e9 ler apenas. Ok, primeiro \u00e9 o h\u00e1bito de ler, mas \u00e9 tamb\u00e9m conversar. Vamos pegar o posicionamento pol\u00edtico de Veja e Isto \u00c9, por exemplo. Primeiro, voc\u00ea l\u00ea sempre, mas ao longo do tempo voc\u00ea vai pescando: uma falou isso de um pol\u00edtico, outra falou aquilo de outro pol\u00edtico. Ou seja, voc\u00ea vai filtrando e criando sua opini\u00e3o sobre ambas. Da\u00ed, em segundo lugar, vem o que as pessoas comentam sobre o posicionamento dessas revistas com voc\u00ea. Na soma desses dois h\u00e1bitos, leitura e conversas, \u00e9 que voc\u00ea vai formando sua opini\u00e3o sobre elas ao longo do tempo. N\u00e3o \u00e9 isso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong> Exatamente. Hoje, voc\u00ea tem a vantagem das redes sociais, onde voc\u00ea troca informa\u00e7\u00e3o. Hoje ningu\u00e9m faz nada, nem mesmo compra um l\u00e1pis, sem que as pessoas falem a respeito disso. Com os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, eu acredito que seja a mesma coisa. Voc\u00ea tem de entender como funciona. Por exemplo, se voc\u00ea trabalha com cliente de turismo, vai lendo os cadernos de turismo do jornal. A\u00ed, nota que ele publica mais sobre destinos ou sobre hot\u00e9is. E a\u00ed voc\u00ea consegue trabalhar as pautas. Agora\u2026 se voc\u00ea n\u00e3o sabe, vai continuar atirando no escuro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: No exemplo do turismo, se conhecer bem o ve\u00edculo, voc\u00ea pode ir para uma abordagem menos usual? Algo do tipo: \u201cEu sei que voc\u00eas n\u00e3o costumam falar sobre isso, mas\u2026\u201d?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong> Sim. Na hora em que voc\u00ea conversa com o jornalista, voc\u00ea precisa saber o que est\u00e1 falando \u2014 e com quem est\u00e1 falando. Precisa saber qual \u00e9 a dele, qual \u00e9 a do ve\u00edculo. A\u00ed, de repente, voc\u00ea at\u00e9 consegue virar a pauta. Voc\u00ea busca um novo gancho, um novo foco e a coisa pode rolar. Mas voc\u00ea tem de ter esse conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: \u00c9 isso que faz a diferen\u00e7a entre um bom assessor e um assessor mais ou menos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong> Na minha opini\u00e3o, sim. \u00c9 a pessoa antenada, profissional, que busca saber como funciona o ve\u00edculo. E que busca conhecer muito bem o cliente tamb\u00e9m. Porque precisa saber como levar a informa\u00e7\u00e3o. \u00c9 trabalhoso, mas \u00e9 um desafio e tanto. Quando voc\u00ea consegue o resultado, \u00e9 o m\u00e1ximo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sob press\u00e3o para obter resultados de m\u00eddia espont\u00e2nea, muitos assessores de imprensa enviam toneladas de emails. Em vez de segmentar seus mailings, fazem o inverso. Mandam mensagens para a maior quantidade de jornalistas e de editorias. Resultado: as taxas de abertura de emails despencam e os resultados s\u00e3o cada vez menores. 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