{"id":12564,"date":"2019-08-07T07:00:52","date_gmt":"2019-08-07T10:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/?p=12564"},"modified":"2019-12-24T19:17:35","modified_gmt":"2019-12-24T22:17:35","slug":"relacionamento-com-jornalistas-entrevista-com-beth-guaraldo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/relacionamento-com-jornalistas-entrevista-com-beth-guaraldo\/","title":{"rendered":"A arte de se relacionar com jornalistas"},"content":{"rendered":"\n<p>O relacionamento entre assessores de imprensa e jornalistas n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o pr\u00f3ximo quanto j\u00e1 foi um dia. Os di\u00e1logos est\u00e3o bem mais restritos a canais digitais, o que gera um certo distanciamento entre as duas pontas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ex-s\u00f3cia da ag\u00eancia Voice e hoje \u00e0 frente do\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.portaldoconteudo.com.br\" target=\"_blank\">Portal do Conte\u00fado<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/beth-guaraldo-54b3a0163\/?originalSubdomain=br\">Beth Guaraldo<\/a>\u00a0acumula muitos anos de experi\u00eancia em comunica\u00e7\u00e3o corporativa. Tem intimidade com a rela\u00e7\u00e3o com clientes e com jornalistas. Nesta conversa, ela fala dessa nova e complicada forma de rela\u00e7\u00e3o entre assessorias de imprensa e reda\u00e7\u00f5es.Voc\u00ea ouve a conversa na edi\u00e7\u00e3o #138 do Podcast-se, dispon\u00edvel tamb\u00e9m no\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/7mDRWvW5bFy5IXHC7SQXg5\">Spotify<\/a>\u00a0\u2014 ou l\u00ea a transcri\u00e7\u00e3o na \u00edntegra abaixo.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/widget.spreaker.com\/player?episode_id=18757665&amp;theme=light&amp;playlist=false&amp;playlist-continuous=false&amp;autoplay=false&amp;live-autoplay=false&amp;chapters-image=false&amp;episode_image_position=right&amp;hide-logo=true&amp;hide-likes=true&amp;hide-comments=true&amp;hide-sharing=false&amp;hide-download=true\" width=\"100%\" height=\"130px\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/pre>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Como se cria o relacionamento com o jornalista atualmente? \u00c9 preciso considerar que h\u00e1 t\u00e3o poucos jornalistas na reda\u00e7\u00e3o hoje em compara\u00e7\u00e3o com 15 anos atr\u00e1s. Ao mesmo tempo, h\u00e1 tantos assessores assediando o jornalista. Como se resolve essa equa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong><em>\u00a0Realmente, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. O jornalista recebe 400, 500 emails por dia. \u00c9 imposs\u00edvel ler tudo isso. Como voc\u00ea faz? Primeiro voc\u00ea tem de ter uma boa pauta, com um assunto de interesse do jornalista. Grande parte das reclama\u00e7\u00f5es deles \u00e9 que chegam informa\u00e7\u00f5es irrelevantes. Precisa, ainda, buscar caminhos e abordagens alternativos. O jornalista dificilmente vai ver o email. Telefone, ele tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 atendendo porque \u00e9 impratic\u00e1vel. \u00c0s vezes, o jornalista at\u00e9 disponibiliza o celular ou o WhatsApp e abre um canal de relacionamento. Mas muito mais gente usa as redes sociais e faz um contato via Linkedin ou Facebook.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Com tanto recurso de comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, o pessoal ficou um pouco mais pregui\u00e7oso, mais acomodado? Porque voc\u00ea, assim como eu, \u00e9 de uma gera\u00e7\u00e3o que, para criar o relacionamento, n\u00e3o tinha jeito, voc\u00ea tinha duas ferramentas: o telefone e o olho no olho. Os muitos recursos de hoje deixam as pessoas mais acomodadas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong><em>\u00a0\u00c9 o que est\u00e1 acontecendo. Voc\u00ea tem raz\u00e3o, eu sou dessa gera\u00e7\u00e3o de encontrar o jornalista, da \u00e9poca em que a gente fazia visita \u00e0s reda\u00e7\u00f5es. Hoje, eu acho pouco prov\u00e1vel que uma assessoria consiga fazer esse tipo de coisa porque o jornalista n\u00e3o tem tempo. Ele n\u00e3o pode parar o que est\u00e1 fazendo para atender uma assessoria. Talvez voc\u00ea tenha raz\u00e3o, talvez o email seja aquela coisa: \u201ceu fiz o meu trabalho, mandei o email e vamos ver o que acontece\u201d. Se voc\u00ea tem uma boa pauta e sabe fazer a comunica\u00e7\u00e3o certa por email, o jornalista responde. Mas ele vai ter de achar voc\u00ea num mar de emails, e nem sempre voc\u00ea vai dar essa sorte.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Eu estava vendo uma entrevista do jornalista L\u00e9o Dias no programa P\u00e2nico. Eu s\u00f3 ouvia falar do L\u00e9o Dias e nunca o tinha ouvido. Fiquei com uma boa impress\u00e3o dele. Por que estou contando isso? Porque ele falou uma coisa que me chamou muito a aten\u00e7\u00e3o: \u201cHoje est\u00e1 muito f\u00e1cil voc\u00ea furar os outros porque todo o mundo na comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 pregui\u00e7oso. E tem mais: quando voc\u00ea d\u00e1 o furo, todo o mundo vai atr\u00e1s e te segue. Porque voc\u00ea deu a primeira informa\u00e7\u00e3o, ningu\u00e9m mais vai tentar te contestar. Ent\u00e3o, voc\u00ea diz que tal artista est\u00e1 namorando fulano, ningu\u00e9m vai tentar te desmentir, tentar rechecar aquela informa\u00e7\u00e3o para dizer o contr\u00e1rio. Vai todo o mundo na sua\u201d. Isso foi o que ele disse. Voc\u00ea acha que, de certa forma, acontece isso em assessoria tamb\u00e9m? No sentido de que vai todo o mundo acompanhando o que sai na m\u00eddia, no release, no mundo digital, e pronto. Ou seja, esse lado da pregui\u00e7a \u00e9 generalizado, inclusive entre assessores?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong><em>\u00a0Eu n\u00e3o acredito. De verdade, n\u00e3o acredito. Tem \u00f3timas assessorias, excelentes profissionais. Existe gente pregui\u00e7osa, ponto. Mas eu n\u00e3o acredito que isso seja uma pr\u00e1tica recorrente.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Por qu\u00ea? O assessor \u00e9 mais cobrado?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong><em>\u00a0\u00c9, porque ele tem um cliente. O cliente precisa, o cliente quer uma mat\u00e9ria aqui, outra ali. Obviamente, nem sempre \u00e9 poss\u00edvel, mas ele tem um trabalho a fazer.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: O cliente est\u00e1 mais no calcanhar dele ent\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong><em>\u00a0Depende do cliente, mas, sim, esse \u00e9 o trabalho. Voc\u00ea tem de levar a informa\u00e7\u00e3o do seu cliente para a imprensa, para o ve\u00edculo A, B, C ou D \u2014 n\u00e3o importa. Ent\u00e3o, a pregui\u00e7a \u00e9 uma coisa que n\u00e3o funciona muito. Mas existem assessores que podem ir por esse caminho.\u00a0 N\u00e3o acredito que seja uma coisa geral.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Voltando ao relacionamento com o jornalista, que \u00e9 o foco central do que a gente est\u00e1 tratando aqui, esta \u00e9 uma vontade natural do assessor. Ele tem muito o que ganhar com isso. Mas, do lado do jornalista, h\u00e1 duas quest\u00f5es. Primeiro: ele tem vontade de ter essa rela\u00e7\u00e3o? H\u00e1 um ganho por parte do jornalista? Segundo: o jornalista tem tempo para se relacionar com o assessor?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong><em>\u00a0Eu acho que sim, jornalista vive de fontes. Se ele n\u00e3o tiver fonte, ele n\u00e3o faz o trabalho dele. E o assessor tem exatamente esse papel de facilitar para o jornalista.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Mas o assessor n\u00e3o \u00e9 fonte, \u00e9?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong><em>\u00a0N\u00e3o, ele n\u00e3o \u00e9 fonte, mas o papel dele \u00e9 facilitar o acesso do jornalista \u00e0s fontes. Isso \u00e9 primordial. Para o jornalista, \u00e9 importante esse contato n\u00e3o s\u00f3 com as fontes, mas com o assessor tamb\u00e9m. Est\u00e1 dif\u00edcil o tempo dele? Est\u00e1 bem dif\u00edcil, mas ele precisa disso. Sen\u00e3o, o trabalho n\u00e3o sai. Se ele n\u00e3o conseguir falar com o assessor, a fonte fica de fora. Ent\u00e3o, \u00e9 bom para todo o mundo. Eu acho que o jornalista tamb\u00e9m se esfor\u00e7a para manter esse relacionamento.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: Voc\u00ea acha que o assessor que se esfor\u00e7a para ter esse relacionamento acaba conseguindo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong><em>\u00a0Sim, desde que voc\u00ea seja um profissional s\u00e9rio. Da\u00ed consegue. Demora? Sim, pode demorar. Mas demanda trabalho, demanda profissionalismo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassio Politi: De qualquer forma, \u00e9 dif\u00edcil voc\u00ea estabelecer o relacionamento. Ent\u00e3o, \u00e9 a persist\u00eancia do assessor que \u00e9 determinante nisso. Ele vai ter que criar de certa forma um h\u00e1bito, um modus operandi no trabalho dele nesse sentido.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beth Guaraldo:<\/strong><em>\u00a0Exatamente. Ele tem de descobrir formas de chegar ao jornalista sem chatice, sem aborrecer. Porque tem muito jornalista reclamando de assessor que liga em hor\u00e1rio inadequado, que manda informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tem nada a ver com a editoria. Sendo profissional, todo o mundo ganha: tanto o jornalista quanto o cliente.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O relacionamento entre assessores de imprensa e jornalistas n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o pr\u00f3ximo quanto j\u00e1 foi um dia. Os di\u00e1logos est\u00e3o bem mais restritos a canais digitais, o que gera um certo distanciamento entre as duas pontas. 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