{"id":12554,"date":"2019-07-26T07:00:03","date_gmt":"2019-07-26T10:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/?p=12554"},"modified":"2019-12-24T18:22:20","modified_gmt":"2019-12-24T21:22:20","slug":"follow-up-e-venda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comunique-se.com.br\/blog\/follow-up-e-venda\/","title":{"rendered":"Follow-up em assessoria se parece com venda?"},"content":{"rendered":"<p>O Comunique-se tem um <a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/HXXid2XK9mp3cuzf8sDZIc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">grupo aberto de debate<\/a> no WhatsApp, do qual qualquer pessoa pode participar. Saem bons debates sobre comunica\u00e7\u00e3o por l\u00e1. Dia desses, come\u00e7ou a seguinte conversa: <em>vender pauta<\/em> \u00e9 um termo que pode ser lido na acep\u00e7\u00e3o da palavra?<\/p>\n<p>Para ser mais claro: assessor <em>vende<\/em> alguma coisa, como se fosse um vendedor, levando o termo ao p\u00e9 da letra? Alguns acham que sim, outros acham que n\u00e3o.<\/p>\n<p>Levei a quest\u00e3o \u00e0 professora dos <a href=\"https:\/\/cursos.comunique-se.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cursos do Comunique-se em parceria com a Tracto<\/a>, Neuza Serra, que tem dado aulas sobre assessoria de imprensa desde 2003 n\u00e3o apenas nestes cursos, mas tamb\u00e9m na C\u00e1sper L\u00edbero, no Senac e em outras importantes institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode ouvir a conversa abaixo, na edi\u00e7\u00e3o #135 do Podcast-se, dispon\u00edvel tamb\u00e9m via <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/7mDRWvW5bFy5IXHC7SQXg5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Spotify<\/a>.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/widget.spreaker.com\/player?episode_id=18614145&amp;theme=light&amp;playlist=false&amp;playlist-continuous=false&amp;autoplay=false&amp;live-autoplay=false&amp;chapters-image=false&amp;episode_image_position=right&amp;hide-logo=true&amp;hide-likes=true&amp;hide-comments=true&amp;hide-sharing=false&amp;hide-download=true\" width=\"100%\" height=\"130px\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/p>\n<p>A seguir, o que voc\u00ea l\u00ea \u00e9 um resum\u00e3o do bate-papo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: bold; margin: 30px 0 30px 0;\">Cassio Politi: Antes de falar sobre a quest\u00e3o de vender ou n\u00e3o vender, gostaria que voc\u00ea desse a sua vis\u00e3o sobre a seguinte afirma\u00e7\u00e3o \u201csem follow-up, a assessoria fica comprometida\u201d.<\/p>\n<p><b>Neuza Serra:<\/b> <em>Concordo. Na divulga\u00e7\u00e3o de um material, a tend\u00eancia realmente \u00e9 n\u00e3o funcionar sem um follow-up. Eu sempre falo nos cursos que voc\u00ea pode mandar um release para 300 pessoas. Se n\u00e3o houver follow-up, a possibilidade maior \u00e9 de n\u00e3o sair nada publicado.<\/em><\/p>\n<p><em>Porque o follow-up \u00e9 superimportante no trabalho de assessoria. \u00c9 trabalhoso. \u00c9 um operacional pesado, mas ele precisa ser feito. No entanto, precisa ser pensado tamb\u00e9m. \u00c9 claro que, se voc\u00ea tem uma divulga\u00e7\u00e3o de grande porte, n\u00e3o consegue fazer follow para 100, 150 jornalistas. Tem de ter um recorte para ser mais apurado.<\/em><\/p>\n<p><em>Se for poss\u00edvel, voc\u00ea deve j\u00e1 conhecer o jornalista que est\u00e1 do outro lado porque da\u00ed j\u00e1 consegue fazer follows diferenciados. Isso ajuda n\u00e3o apenas a publicar aquele material mas tamb\u00e9m a gerar uma entrevista com o porta-voz.<\/em><\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o, sim, o follow-up \u00e9 essencial. S\u00f3 que ele precisa ser feito de forma estrat\u00e9gica, e com algumas regras b\u00e1sicas. Por exemplo, nunca fa\u00e7a o follow em hor\u00e1rio de fechamento das publica\u00e7\u00f5es ou dos programas.<\/em><\/p>\n<p><em>Follow \u00e9 um trabalho cansativo. \u00c0s vezes, a gente liga, o jornalista n\u00e3o recebeu ainda aquele press release. A gente manda de novo, liga de novo. \u00c9 um operacional pesado, que exige esfor\u00e7o de quem trabalha com assessoria, mas precisa ser feito. N\u00e3o d\u00e1 para n\u00e3o fazer follow-up.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: bold; margin: 30px 0 30px 0;\">Cassio Politi: \u00c9 muito comum a gente ouvir o termo \u201cvender a pauta\u201d. A\u00ed eu soltei essa pergunta no grupo sobre o \u201cvender a pauta\u201d. O trabalho do assessor, em certo aspecto, \u00e9 parecido com o trabalho de um vendedor?<\/p>\n<p><b>Neuza Serra:\u00a0<\/b><em>N\u00e3o. No meu ponto de vista, n\u00e3o. O que a gente fala, de \u201cvender a pauta\u201d \u00e9 apenas um jarg\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Na verdade, n\u00f3s estamos oferecendo um assunto. Estamos levando um assunto para o jornalista. A pauta est\u00e1 estruturada com uma argumenta\u00e7\u00e3o, pois isso \u00e9 fundamental no follow-up.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c0s vezes, o follow-up \u00e9 mais condensado, do tipo: \u201cvoc\u00ea acha que h\u00e1 uma possibilidade de publicar? Sim ou n\u00e3o?\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Mas tem o follow que \u00e9 mais estrat\u00e9gico, em que voc\u00ea vai mostrar ao jornalista, da melhor forma poss\u00edvel, com todas as informa\u00e7\u00f5es, o ponto de vista daquele material, de forma estruturada, que ali h\u00e1 uma not\u00edcia.<\/em><\/p>\n<p><em>Esse \u00e9 o ponto: eu estou oferecendo uma not\u00edcia. E o jornalista vai avaliar se isso \u00e9 interessante e se encaixa editorialmente. Eu preciso estar pronta porque normalmente o jornalista pergunta v\u00e1rias coisas, e esse \u00e9 o papel dele. \u00c0s vezes, de imediato ele percebe que n\u00e3o se encaixa, e j\u00e1 dispensa: \u201cn\u00e3o \u00e9 para nossa pauta\u201d, \u201ceditorialmente, n\u00e3o \u00e9 para n\u00f3s\u201d. Se ele demonstra algum interesse, n\u00f3s temos que responder a todas as perguntas referentes \u00e0quele press release.<\/em><\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 produto, \u00e9 not\u00edcia. Por isso, \u201cvender\u201d \u00e9 s\u00f3 um jarg\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: bold; margin: 30px 0 30px 0;\">Cassio Politi: \u00c9 aquilo, Neuza: o professor pode usar uma t\u00e9cnica de teatro quando ele vai dar aula na escola ou na faculdade, mas nem por isso ele \u00e9 um ator.<\/p>\n<p><b>Neuza Serra:\u00a0<\/b><em>Sim, exato. Ali\u00e1s, n\u00e3o s\u00f3 professores. Hoje, estamos usando t\u00e9cnica de teatro para media training tamb\u00e9m. \u00c9 interessante para coloca\u00e7\u00e3o de voz, postura corporal.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: bold; margin: 30px 0 30px 0;\">Cassio Politi: Pegando essa linha de racioc\u00ednio do professor e t\u00e9cnicas de teatro, o assessor, de repente n\u00e3o pode usar t\u00e9cnicas de venda para melhorar o desempenho dele na rela\u00e7\u00e3o com o jornalista? Assim como um professor eventualmente usa t\u00e9cnicas de teatro para melhorar a performance em aula?<\/p>\n<p><b>Neuza Serra:\u00a0<\/b><em>Do meu ponto de vista, n\u00e3o existe nem a t\u00e9cnica. Na verdade, a gente est\u00e1 com a argumenta\u00e7\u00e3o, e oferecimento editorial.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: bold; margin: 30px 0 30px 0;\">Cassio Politi: Entendi.<\/p>\n<p><b>Neuza Serra:\u00a0<\/b><em>Ent\u00e3o, esse \u00e9 o ponto principal. Eu estou levando para o jornalista o que a gente considera como uma not\u00edcia e que tem condi\u00e7\u00e3o de entrar no perfil editorial e na cobertura dele. Ent\u00e3o \u00e9 isso, a gente leva apenas uma not\u00edcia.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Comunique-se tem um grupo aberto de debate no WhatsApp, do qual qualquer pessoa pode participar. Saem bons debates sobre comunica\u00e7\u00e3o por l\u00e1. Dia desses, come\u00e7ou a seguinte conversa: vender pauta \u00e9 um termo que pode ser lido na acep\u00e7\u00e3o da palavra? 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